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    Nelson Ferreira de Souza Junior

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    Nelson Ferreira de Souza Junior
    Comentário · há 9 anos
    Sem exageros, acredito que passo metade do ano, ou mais, sem telefone fixo e internet, porque a OI é a única operadora a oferecer esses serviços na região onde moro, o que me impede de procurar outro prestador de serviços, já que sou eu a parte incomodada.

    A cada vez que o serviço é restabelecido, usufruo desse benefício por dois ou três dias, com sorte, uma semana. E tudo recomeça. Ligações e mais ligações para o atendimento ao cliente, só para ouvir as mesmas desculpas esfarrapadas, as mesmas respostas, as mesmas mentiras.

    É um exercício de paciência que muitos dos senhores, que moram em outras regiões do país, desconhecem. Mais do que a paciência, a falta da Internet provoca atrasos e até danos em diversas atividades minhas, de minha esposa e, principalmente, de minha filha em idade escolar. Hoje em dia, TUDO depende da Internet. Quem acredita que não, tente fazer uma declaração de imposto de renda no modelo antigo.

    Claro que pago em dia. Claro que pago a mensalidade sem nenhum desconto, apesar de não usufruir do serviço contratado.

    Mas não me animo a procurar a “justiça”. De longa data, conheço o pensamento corrente, o lugar-comum, a ideia de que, no Brasil, existe uma tal indústria do dano moral. Vezes sem conta vi pessoas lesadas em seus direitos, muitas vezes humilhadas por prestadores de serviços, recorrendo ao judiciário apenas para sofrer outra humilhação ou frustração. Quando ganham a causa, o juiz (se assim podemos chama-lo) arbitra uma indenização de mil reais, para não provocar “enriquecimento fácil”. E o Jerry Lewis morreu, né? Mas deixou muitos seguidores e aprendizes.

    Somos todos reféns. Não temos a quem recorrer. Somos reféns de traficantes, de ladrões, de patrulheiros do politicamente correto, de juízes fracos e incompetentes, de políticos corruptos, de prestadoras de serviços que não prestam para nada, somos reféns de tanta coisa que não daria para enumerar nessa curta resposta. A quem recorrer? Ao Tribunal Supremo, talvez? Mas aí a fábula ficaria sem graça...

    Parabéns ao articulista, por endossar essa grande piada chamada Brasil.
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